Governo do Pará investe em projetos de plantio e estudo de árvores amazônicas

Castanheira-do-Pará, samaumeira e ucuúba são espécies que se destacam nos projetos de conservação da biodiversidade

A data de 21 de setembro marca o Dia da Árvore. Mas durante todo o ano o Governo do Pará realiza diversas ações para preservação e estudo das espécies. De acordo com o biólogo Crisomar Lobato, do Instituto de Desenvolvimento Florestal e da Biodiversidade do Estado do Pará (Ideflor-Bio), lotado no Parque Estadual do Utinga “Camillo Vianna”, são vários os projetos de plantios realizados pelo Instituto.

O Núcleo de Geotecnologias monitora os ecossistemas vegetais, mapeando desmatamento e focos de calor, principalmente nas Unidades de Conservação e áreas de interesse para preservação da flora. A Diretoria de Biodiversidade tem projetos específicos com a flora e coordena o Projeto de Atualização de Espécies da Flora Ameaçadas de Extinção.

A Diretoria de Biodiversidade desenvolve um projeto de Recuperação de Áreas Alteradas na Terra Indígena Alto Rio Guamá, nos municípios de Paragominas e Santa Luzia do Pará, construindo viveiros e capacitando os indígenas. A Diretoria de Desenvolvimento Florestal, em Belém, e as Regionais de Marabá e Altamira desenvolvem projetos em vários níveis e escalas visando à recuperação de áreas alteradas com sistemas agroflorestais.

Todas as espécies arbóreas são relevantes e têm importância nos ecossistemas paraenses, principalmente no transporte de nutrientes, fixação do carbono, proteção do solo e produção de água. Os destaques são a castanheira-do-Pará (Bertholletia excelsa), a samaumeira ou sumaumeira (Ceiba pentandra) e a ucuúba (Virola surinamensis).

“É fundamental a arborização das cidades com as espécies certas, de acordo com a localização (avenidas, ruas, praças etc.). Podemos afirmar que a arborização é uma das características mais importantes de uma cidade, e indica cuidados dos gestores, responsáveis pela beleza paisagística, sombra, impedem que os raios solares atinjam diretamente o solo, ajudam na infiltração das águas da chuva no solo e pela evapotranspiração, fenômenos que amenizam o microclima das cidades”, informou Crisomar Lobato.

Gabriel Nascimento

Assistente de Comunicação

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